De The Hangover a Se Beber, Não Case!: a arte de batizar um filme
Por: Matheus Ribeiro (Lehrer)
Às vezes, o título de um filme parece tão óbvio que nem pensamos sobre como ele chegou até ali. Outras vezes, ficamos diante de uma tradução brasileira que parece não ter qualquer relação com o título original. Afinal, quem decide como um filme vai se chamar?
A resposta não é tão simples. O título pode passar por roteiristas, produtores, estúdios, distribuidores e departamentos de marketing. Em alguns casos, o nome escolhido ainda pode mudar durante a produção, conforme a ideia do filme vai se tornando mais clara.
Existe também uma preocupação comercial. Um bom título precisa ser fácil de lembrar, despertar curiosidade e, principalmente, ajudar o público a entender que tipo de experiência encontrará. Não é por acaso que franquias costumam manter nomes conhecidos ou acrescentar subtítulos que reforçam a ligação com filmes anteriores.
As traduções também são um caso à parte. Nem sempre traduzir literalmente é a melhor estratégia. The Hangover, por exemplo, significa literalmente “A Ressaca”, mas virou Se Beber, Não Case! no Brasil. Home Alone significa “Sozinho em Casa”, mas recebeu o título Esqueceram de Mim. Já The Fast and the Furious, literalmente “O Rápido e o Furioso”, tornou-se Velozes e Furiosos.
Em outros casos, a adaptação procura preservar uma ideia do título original, mas com uma construção diferente. Eternal Sunshine of the Spotless Mind poderia ser traduzido literalmente como “Brilho Eterno da Mente Imaculada”, mas recebeu no Brasil o título Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. The Shawshank Redemption, algo próximo de “A Redenção de Shawshank”, virou Um Sonho de Liberdade.
Também existem exemplos em que a tradução brasileira é praticamente direta. The Godfather virou O Poderoso Chefão. The Lord of the Rings virou O Senhor dos Anéis. The Dark Knight virou O Cavaleiro das Trevas. São títulos que funcionam tão bem em português que parecem ter sido criados originalmente para o nosso idioma.
E há situações em que simplesmente não existe necessidade de traduzir. Titanic, Avatar e Star Wars mantiveram seus títulos no Brasil. Em alguns casos, o nome original já é tão conhecido internacionalmente que uma adaptação poderia até enfraquecer a identidade do filme.
No fim, o título é uma das primeiras decisões de marketing de um filme. Antes mesmo de vermos um trailer, uma imagem ou lermos uma sinopse, já recebemos uma promessa através de algumas poucas palavras.
Talvez seja por isso que escolher um título seja muito mais difícil do que parece.
Afinal, antes de vender uma história, é preciso conseguir fazer alguém querer descobri-la.
De The Hangover a Se Beber, Não Case!: a arte de batizar um filme
Por: Matheus Ribeiro (Lehrer)
Às vezes, o título de um filme parece tão óbvio que nem pensamos sobre como ele chegou até ali. Outras vezes, ficamos diante de uma tradução brasileira que parece não ter qualquer relação com o título original. Afinal, quem decide como um filme vai se chamar?
A resposta não é tão simples. O título pode passar por roteiristas, produtores, estúdios, distribuidores e departamentos de marketing. Em alguns casos, o nome escolhido ainda pode mudar durante a produção, conforme a ideia do filme vai se tornando mais clara.
Existe também uma preocupação comercial. Um bom título precisa ser fácil de lembrar, despertar curiosidade e, principalmente, ajudar o público a entender que tipo de experiência encontrará. Não é por acaso que franquias costumam manter nomes conhecidos ou acrescentar subtítulos que reforçam a ligação com filmes anteriores.
As traduções também são um caso à parte. Nem sempre traduzir literalmente é a melhor estratégia. The Hangover, por exemplo, significa literalmente “A Ressaca”, mas virou Se Beber, Não Case! no Brasil. Home Alone significa “Sozinho em Casa”, mas recebeu o título Esqueceram de Mim. Já The Fast and the Furious, literalmente “O Rápido e o Furioso”, tornou-se Velozes e Furiosos.
Em outros casos, a adaptação procura preservar uma ideia do título original, mas com uma construção diferente. Eternal Sunshine of the Spotless Mind poderia ser traduzido literalmente como “Brilho Eterno da Mente Imaculada”, mas recebeu no Brasil o título Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. The Shawshank Redemption, algo próximo de “A Redenção de Shawshank”, virou Um Sonho de Liberdade.
Também existem exemplos em que a tradução brasileira é praticamente direta. The Godfather virou O Poderoso Chefão. The Lord of the Rings virou O Senhor dos Anéis. The Dark Knight virou O Cavaleiro das Trevas. São títulos que funcionam tão bem em português que parecem ter sido criados originalmente para o nosso idioma.
E há situações em que simplesmente não existe necessidade de traduzir. Titanic, Avatar e Star Wars mantiveram seus títulos no Brasil. Em alguns casos, o nome original já é tão conhecido internacionalmente que uma adaptação poderia até enfraquecer a identidade do filme.
No fim, o título é uma das primeiras decisões de marketing de um filme. Antes mesmo de vermos um trailer, uma imagem ou lermos uma sinopse, já recebemos uma promessa através de algumas poucas palavras.
Talvez seja por isso que escolher um título seja muito mais difícil do que parece.
Afinal, antes de vender uma história, é preciso conseguir fazer alguém querer descobri-la.