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CLC ANALISA. VOCÊ DECIDE!

Quando a qualidade de um filme continua sendo motivo de debate.


Filmes que dividem profundamente público e crítica. Em vez de uma recomendação definitiva, apresentamos diferentes argumentos para que você forme sua própria opinião.



Mãe! (2017) - IMDb
Dir: Darren Aronofsky

Drama Psicológico, Terror Psicológico, Mistério


CLC Score: 7,1




Mãe!: por que este filme continua dividindo o cinema?

Quase dez anos após seu lançamento, Mãe! (Mother!, 2017), de Darren Aronofsky, permanece como um dos filmes mais controversos do século XXI. Poucas obras recentes conseguiram provocar reações tão intensas e tão opostas entre críticos e espectadores.

A história acompanha uma jovem que vive isolada com o marido em uma casa afastada. A chegada inesperada de visitantes transforma gradualmente aquele espaço em um cenário de caos, conduzindo a narrativa para um terreno em que o realismo cede lugar à alegoria.

É justamente nessa escolha que nasce a divisão. Para seus admiradores, Aronofsky construiu uma experiência cinematográfica singular, em que enquadramentos, desenho de som e movimentos de câmera conduzem o espectador por uma narrativa que privilegia sensações antes de explicações. A força do filme estaria justamente em abandonar o realismo para construir uma alegoria aberta, capaz de sustentar diferentes interpretações sem oferecer respostas definitivas.

Seus críticos, porém, enxergam o movimento inverso. Para eles, à medida que a dimensão simbólica ganha espaço, o drama perde força. Os personagens deixam de ser percebidos como indivíduos e passam a funcionar como representações de ideias, o que enfraquece o vínculo emocional com a história. Nessa leitura, a ambição alegórica de Aronofsky impressiona pela forma, mas acaba comprometendo aquilo que muitos consideram essencial: a capacidade de envolver o espectador por meio de seus personagens.

A permanência desse debate mostra que Mãe! está longe de ser um filme indiferente. Independentemente do julgamento que desperta, continua sendo uma obra que desafia as formas tradicionais de narrativa e evidencia como escolhas estéticas podem produzir interpretações radicalmente distintas.

Em Crítica Livre de Cinema há uma análise completa examinando em profundidade os argumentos que sustentam essas duas leituras, permitindo compreender por que Mãe! permanece como uma das experiências cinematográficas mais debatidas do cinema contemporâneo.