Se a história consagrou a Nova Onda Iraniana como eixo estruturante da identidade internacional do cinema do Irã, esta mostra paralela desloca o olhar para aquilo que ficou à margem do cânone.
não pretende corrigir a narrativa histórica, mas ampliá-la — revelando filmes que dialogaram com seu tempo sem necessariamente redefinir os marcos do movimento ou alcançar consagração global.
Aqui, o cinema iraniano aparece em sua pluralidade: melodramático, popular, experimental, urbano, político, épico. Obras que circularam com força no circuito interno, que tensionaram tradições narrativas, que exploraram gêneros menos valorizados pelo olhar ocidental ou que simplesmente seguiram caminhos próprios, paralelos aos da Nova Onda.
A mostra percorre cinco décadas de produção, do período pré-revolucionário às intensidades contemporâneas. Nos anos 1970, encontram-se as fissuras formais e as ousadias estéticas que antecederam a ruptura histórica. Nos anos posteriores à Revolução, emergem filmes voltados à reconstrução moral e à reorganização da vida familiar e social. Já nas décadas seguintes, a cidade torna-se palco de conflitos éticos, paranoia política e suspense psicológico, enquanto o cinema de gênero e o drama urbano ganham escala e densidade.
Também ganha centralidade o protagonismo feminino, a infância atravessada por trauma histórico, a guerra como memória e o cotidiano como campo de resistência. Muitos desses filmes foram grandes sucessos domésticos; outros tornaram-se obras cult ou peças de afirmação autoral. Juntos, compõem uma cartografia alternativa do cinema iraniano — menos internacionalizada, mas igualmente vital.
“Margens, Ecos e Reinvenções” afirma que nenhum movimento histórico esgota a complexidade de uma cinematografia. Ao iluminar essas linhas paralelas, a mostra reafirma o cinema iraniano como campo múltiplo, em constante reinvenção, onde tradição e ruptura coexistem, e onde cada filme amplia o horizonte de uma cultura cinematográfica profundamente diversa.
BLOCO I
Pré-Nova Onda e Dissidências Formais (1973–1977)
Antes que a Revolução de 1979 redefinisse o horizonte político e cultural do Irã, o cinema já experimentava tensões profundas. O período entre 1973 e 1977 não é apenas antecedente cronológico da Nova Onda — é seu laboratório inquieto. Neste bloco, convivem o melodrama popular, a estilização modernista e a emergência de um olhar crítico que pressente a ruptura histórica iminente.
Em Tight Spot, a honra individual confronta a impotência institucional. A vingança, ainda estruturada em moldes do cinema popular, já carrega um desconforto social latente: o protagonista age porque o sistema falha. A rua torna-se arena moral, e a justiça privada ecoa a descrença coletiva.
Já em Chess of the Wind, o espaço doméstico converte-se em palco de decadência e disputa por poder. Com mise-en-scène rigorosa e atmosfera opressiva, o filme rompe com o naturalismo predominante e aproxima-se de um modernismo austero, quase europeu. A herança familiar transforma-se em metáfora de um país à beira da implosão.
No delicado A Suit for Wedding, o olhar volta-se para a juventude e para as pequenas fraturas do cotidiano. Ainda que breve, o filme antecipa a ética da observação que marcaria o cinema iraniano posterior: conflitos mínimos revelam tensões estruturais invisíveis.
Por fim, Dead End traduz o sentimento de bloqueio geracional. A cidade é labirinto, a juventude encontra limites invisíveis, e o “beco sem saída” do título sintetiza a sensação de estagnação social às vésperas da transformação revolucionária.
Este bloco revela que a Nova Onda não surge no vazio. Ela é precedida por fissuras formais, inquietações morais e experimentações estéticas que já interrogavam a modernidade iraniana. Se a Revolução redefiniria os contornos do cinema nacional, esses filmes registram o momento exato em que a narrativa clássica começa a vacilar — e o presságio da mudança já se insinua na tela.
Tangsir (1973) (TIGHT SPOT) - 1 h 54 min Dir: Amir Naderi
Quando a honra é ferida, a justiça torna-se ato solitário.
Kandu (1975) (Beehive) - 1 h 43 min Dir: Fereydun Gole
Antecipou tensões que se tornariam mais visíveis nos anos que antecederam a Revolução Islâmica, ao mostrar uma sociedade polarizada.
Xadrez de Vento (1976) Shatranj-e baad - 1 h 39 min Dir: Mohammad Reza Aslani
Em um tabuleiro de herança e poder, cada movimento é envenenado pela decadência.
Um Terno de Casamento (1976) Lebassi Baraye Arossi - 54 min Dir: Abbas Kiarostami
A passagem à maturidade pode revelar a fragilidade das ilusões sociais.
Bon Bast (1977) (DEAD END) - 1 h 35 min Dir: Parviz Sayyad
Quando a sociedade se fecha, a juventude encontra apenas muros invisíveis.
BLOCO IIReconstrução, Infância e Formação Moral (1986–1999)
Se o primeiro bloco revela as fraturas do pré-Revolução, este segundo momento desloca o olhar para a reconstrução simbólica e moral do país após a ruptura histórica. Entre 1986 e 1999, o cinema iraniano encontra na infância e no mundo rural um território privilegiado para repensar valores, responsabilidade e pertencimento.
A infância aparece como campo de formação moral em The Key e The Jar, onde pequenos gestos cotidianos revelam estruturas sociais complexas. Em The Father, o conflito entre tradição e juventude expõe tensões familiares e identitárias, enquanto Willow and Wind transforma a busca por um simples vidro substituto em jornada de afirmação individual.
O impacto da guerra reverbera em The Abadanis e That Which Remains, onde deslocamento e reconstrução material revelam perdas profundas. Já Bag of Rice observa com sensibilidade a precariedade social e a dignidade silenciosa de seus personagens.
Neste bloco, a reconstrução não é monumental — é íntima e cotidiana. O cinema volta-se para gestos mínimos, conflitos familiares e experiências infantis como forma de reorganizar simbolicamente o país. A formação moral torna-se eixo narrativo central: crescer é aprender a lidar com ausência, responsabilidade e limite. O resultado é um conjunto de obras que consolidam o humanismo como marca essencial do cinema iraniano pós-Revolução.
A Chave (1987) Kelid - 1 h 16 min Dir: Ebrahim Forouzesh
Uma criança trancada em casa transforma o espaço doméstico em território de descoberta e medo.
O Jarro (1992) Khomreh - 1 h 22 min Dir: Ebrahim Forouzesh
Um jarro rachado transforma uma escola rural em metáfora delicada da responsabilidade coletiva.
Abadani-Ha (1993) (THE ABADANIS) - 1 h 33 min Dir: Kianoush Ayari
Um carro roubado transforma-se em metáfora da dignidade perdida e da luta por pertencimento no Irã pós-guerra.
Almoutabaki (1995) (THAT WHICH REMAINS) - 2 h 24 min Dir: Seifollah Dad
Quando a guerra atravessa a casa, o que permanece não é a vitória — é a dignidade.
Berenj (1996) (BAG OF RICE) - 1 h 20 min Dir: Mohammad Ali Talebi
Um simples saco de arroz revela a delicada economia da solidariedade e da dignidade.
O Pai (1996) Pedar - 1 h 31 min Dir: Majid Majidi
O amadurecimento não nasce da rebeldia, mas do confronto doloroso com a responsabilidade.
Bid-o Bad (1999) (WILLOW AND WIND) - 1 h 21 min Dir: Mohammad Ali Talebi
Um pedaço de vidro carregado contra o vento transforma-se em prova silenciosa de perseverança.
🔹 BLOCO IIIMulher, Identidade e Transformação (1986–2019)
Se o bloco anterior investiga a formação moral coletiva, aqui o centro desloca-se para a experiência feminina como campo de transformação histórica. Entre 1986 e 2014, o cinema iraniano coloca a mulher no núcleo do conflito social, revelando tensões entre tradição, autonomia e sobrevivência.
Em The Mare, a pobreza rural e o patriarcado convertem o corpo da filha em moeda de troca, enquanto a mãe enfrenta dilema ético devastador. A transformação nasce do conflito entre necessidade econômica e instinto de proteção — e a maternidade torna-se gesto de ruptura.
A centralidade feminina reaparece em Travellers, onde a mulher sustenta o ritual e preserva a memória cultural. Em The Day I Became a Woman, três idades expõem os limites impostos à liberdade feminina. Já Stray Dogs revela a vulnerabilidade da infância feminina em contexto de exclusão.
A maternidade e o sacrifício estruturam Mim Mesle Madar e Track 143, onde o amor materno resiste à doença e à guerra. Em A Cube of Sugar, o espaço doméstico revela negociações silenciosas entre tradição e desejo. Já The Last Step investiga a identidade feminina através da fragmentação da memória e do olhar masculino que tenta — sem sucesso — capturá-la.
Neste bloco, transformação não é ruptura ruidosa, mas deslocamento íntimo. A mulher emerge como agente histórico e simbólico: filha, mãe, noiva, viúva — cada figura encarna uma negociação entre passado e futuro. O cinema revela que a reinvenção do país passa inevitavelmente pela reinvenção do feminino.
Madian (1986) (THE MARE) - 1 h 40 min Dir: Ali Zhekan
Entre a miséria e o patriarcado, uma mãe descobre que proteger a filha pode significar romper com o próprio desespero.
Mosaferan (1992) (Travellers) - 1 h 30 min Dir: Bahram Beyzaie
Entre o ritual e a tragédia, a permanência da tradição revela o poder simbólico da mulher como guardiã da memória.
Roozi ke zan shodam (2000) (THE DAY I BECAME A WOMAN) - 1 h 18 min Dir: Marzieh Makhmalbaf
Três idades, três histórias, um mesmo destino: a condição feminina como travessia entre liberdade e limite.
Sag-haye velgard (2004) (STRAY DOGS) - 1 h 33 min Dir: Marzieh Makhmalbaf
Entre muros, poeira e abandono, a infância aprende cedo demais a sobreviver.
M de Mãe (2006) Mim mesle madar - 1 h 53 min Dir: Rasool Mollagholi Poor
Entre culpa, fé e amor incondicional, a maternidade torna-se ato de coragem silenciosa.
Ye habe ghand (2011) (A CUBE OF SUGAR) - 1 h 56 min Dir: Reza Mirkarimi
Entre risos contidos e silêncios densos, a tradição familiar revela sua delicada arquitetura afetiva.
Pelle akhar (2012) (THE LAST STEP) - 1 h 28 min Dir: Ali Mosaffa
Um homem morto tenta organizar o passado, mas a memória escapa — e revela mais sobre ele do que sobre a mulher que observa.
Shiar-e 143 (2014) (TRACK 143) - 1 h 34 min Dir: Narges Abyar
Entre a espera e a esperança, uma mãe transforma o silêncio da guerra em resistência afetiva.
Filho-Mãe (2019) Son-Mother - 1 h 42 min Dir: Mahnaz Mohammadi
Entre amor materno e sobrevivência, uma mulher descobre que toda escolha tem custo irreversível.
🔹 BLOCO IVCidade, Crise e Moralidade Urbana (2001–2022)
Se nos blocos anteriores o espaço doméstico e a tradição estruturavam a experiência social, aqui o cenário se desloca decisivamente para a cidade. Entre 2001 e 2013, o cinema iraniano passa a investigar o espaço urbano como território de tensão ética, desigualdade e transformação acelerada. A metrópole deixa de ser pano de fundo e torna-se protagonista.
Em Killing Mad Dogs, o ambiente urbano é marcado por conspiração, poder e ambiguidade moral. The Exam revela a pressão social que atravessa juventudes em transição, enquanto White Nights transforma a cidade em espaço de desencontro e introspecção.
A crise individual torna-se reflexo da crise coletiva. Em A Few Kilos of Dates for a Funeral, a margem social assume dimensão existencial; em Santouri, a dependência e a decadência artística expõem as fraturas do tecido urbano. Já Mourning e Fish & Cat exploram deslocamento, desorientação e inquietação contemporânea sob diferentes registros formais.
Neste bloco, a moralidade não é estável — é negociada, tensionada e muitas vezes corroída. A cidade concentra desejos, ambições e fraturas sociais. O cinema iraniano do período revela um país em rápida transformação, onde o indivíduo se move entre precariedade, violência simbólica e busca de sentido. A metrópole torna-se espelho da crise moderna — e campo privilegiado de investigação ética.
Sagkoshi (2001) (KILLING MAD DOGS) - 2 h 15 min Dir: Bahram Beyzaie
Na Teerã pós-guerra, a busca por justiça transforma-se em labirinto de poder, corrupção e ambiguidade moral.
Emtehan (2002) (THE EXAM) - 1 h 20 min Dir: Nasser Refaie
Entre o silêncio da prova e o ruído das expectativas sociais, jovens mulheres enfrentam o limiar entre destino imposto e autonomia possível.
Shabhaye roshan (2003) (WHITE NIGHTS) - 1 h 43 min Dir: Farzad Motamen
Entre poesia e desencanto, um homem busca sentido na solidão da cidade.
Jazireh ahani (2005) (IRON ISLAND) - 1 h 30 min Dir: Mohammad Rasoulof
Em um navio encalhado que flutua entre sobrevivência e ilusão, uma comunidade aprende que toda autoridade é provisória.
Santouri (2007) (THE MUSIC MAN) - 1 h 47 min Dir: Dariush Mehrjui
Entre música e autodestruição, o talento torna-se campo de batalha contra vício e desalento urbano.
Soog (2011) (MOURNING) - 1 h 25 min Dir: Morteza Farshbaf
Em uma estrada silenciosa, um menino enfrenta o luto enquanto o mundo adulto se revela incompreensível.
Mahi va gorbeh (2013) (FISH & CAT) - 2 h 14 min Dir: Shahram Mokri
Em um movimento circular e hipnótico, a violência espreita sob a superfície da juventude contemporânea.
🔹 BLOCO VEscala e Memória (1992–2020)
Se o bloco anterior investigava a crise moral da cidade contemporânea, aqui o cinema iraniano expande sua ambição estética e histórica. Entre 2015 e 2020, surge uma produção que oscila entre o épico, a memória traumática e a reconstrução simbólica do passado. A escala se amplia — visualmente, emocionalmente e politicamente.
Em Muhammad: The Messenger of God, a narrativa assume dimensão monumental, investindo na reconstrução histórica e na espiritualidade como gesto civilizatório. A memória religiosa torna-se fundamento identitário e afirmação cultural em grande escala.
Já em Nafas, a infância é atravessada pela imaginação e pela guerra, misturando fantasia e trauma sob olhar delicado e íntimo. A memória não é apenas coletiva — é também subjetiva, filtrada pelo universo infantil.
O passado recente reaparece com força em Walnut Tree, que revisita a tragédia química da guerra Irã-Iraque, transformando dor histórica em drama humano concentrado. Em Children of the Sun, a infância marginalizada torna-se síntese de exclusão social e resistência, conectando memória e presente.
Neste bloco, o cinema iraniano articula dois movimentos simultâneos: amplia a escala de produção e, ao mesmo tempo, mergulha na memória como ferramenta de compreensão nacional. O passado não é evocação nostálgica, mas campo de disputa simbólica. A história torna-se imagem, e a imagem, gesto de preservação. O cinema assume a função de recordar — e, ao recordar, reinscrever o presente.
Era uma Vez No Cinema (1992) Nassereddin Shah, Actor-e Cinema - 1 h 32 min Dir: Mohsen Makhmalbaf
Entre farsa histórica e amor ao próprio cinema, a memória nacional transforma-se em espetáculo lúdico e autorreflexivo.
Que Horas São No Seu Mundo? (2014) Dar donya ye to saat chand ast? - 1 h 41 min Dir: Safi Yazdanian
Entre cartas não enviadas e relógios desalinhados, o amor sobrevive como memória suspensa no tempo.
Mohammad Rasoolollah (2015) (MUHAMMAD: THE MESSENGER OF GOD) - 2 h 42 min Dir: Majid Majidi
Entre o épico e o sagrado, a origem de uma fé é narrada como fundação moral de uma civilização.
Respiro (2016) Nafas - 1 h 52 min Dir: Narges Abyar
Pela imaginação de uma menina, a guerra transforma-se em memória poética — e a infância respira entre fantasia e trauma.
Derakhte Gerdoo (2020) (WALNUT TREE) - 1 h 40 min Dir: Mohammad Hossein Mahdavian
Quando a história se torna veneno, a memória transforma-se em testemunho impossível de silenciar.
Crianças do Sol (2020) Khorshid - 1 h 39 min Dir: Majid Majidi
Sob a luz da cidade, a infância trabalha, sonha e resiste.
🔹 BLOCO VI
Violência e Deslocamento (2008–2023)
Se o Bloco V expandia a escala histórica, o Bloco VI mergulha na fratura imediata do presente. Aqui, o cinema iraniano contemporâneo abandona qualquer distância contemplativa e confronta diretamente a violência estrutural, a exclusão social e o deslocamento físico e moral dos indivíduos nas margens da sociedade.
A justiça institucional torna-se alvo de questionamento em Ballad of a White Cow, onde o erro judicial destrói vidas e evidencia a fragilidade moral do Estado. Em World War III, a metáfora histórica se funde à exclusão social contemporânea, revelando como o autoritarismo pode reaparecer sob novas máscaras. Por fim, Chronicles of Iran registra fragmentos de um país atravessado por tensões políticas e culturais intensificadas.
Neste bloco, o deslocamento não é apenas geográfico — é existencial. Personagens transitam entre periferias físicas e morais, enfrentando sistemas que os empurram para a invisibilidade. A violência não é espetáculo; é estrutura. O cinema torna-se instrumento de diagnóstico social e testemunho histórico. Ao final da trajetória paralela, encontramos um Irã em ebulição — inquieto, fragmentado, mas artisticamente vigoroso.
Cavalo de Duas Pernas (2008) Asbe du-pa - 1 h 41 min Dir: Samira Makhmalbaf
Quando a pobreza transforma uma criança em montaria humana, a metáfora da desigualdade torna-se brutalmente literal.
Sem Data, Sem Assinatura (2017) Bedoone Tarikh, Bedoone Emza - 1 h 39 min Dir: Vahid Jalilvand
Entre culpa e desespero, dois homens confrontam sistemas que esmagam os mais vulneráveis.
Koochake Zang Zadeh (2018) (SHEEPLE) - 1 h 43 min Dir: Houman Seyyedi
Quando a violência se torna linguagem cotidiana, a cidade revela seu lado mais corrosivo.
Sorkhpust (2019) (THE WARDEN) - 1 h 27 min Dir: Nima Javidi
Em uma prisão prestes a ser demolida, a ambição transforma-se em labirinto moral.
Shena-ye Parvaneh (2020) (BUTTERFLY STROKE) - 2 h Dir: Mohammad Kart
Quando a honra é ferida, a violência transforma-se em espetáculo coletivo.
O Perdão (2020) Ghasideyeh gave sefid - 1 h 45 min Dir: Maryam Moghadam, Behtash Sanaeeha
Quando o erro do Estado é irreversível, o perdão torna-se dilema impossível.
Shab, Dakheli, Divar (2022) (BEYOND THE WALL) - 2 h 6 min Dir: Vahid Jalilvand
Quando o mundo desaba do lado de fora, a consciência se torna o último espaço de resistência.
Jang-e jahani sevom (2022) (WORLD WAR III) - 1 h 57 min Dir: Houman Seyyedi
Quando a história vira cenário, a violência revela-se repetição cruel do presente.
Crônicas do Irã (2023) Ayeh haye zamini - 1 h 17 min Dir: Ali Asgari, Alireza Khatami
Em quadros fixos e confrontos silenciosos, o cotidiano revela a engrenagem invisível do poder.